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sábado, 8 de outubro de 2011

Universos paralelos, novamente

Bom, já falei que paralelos não é a palavra ideal, mas tudo bem, é como o assunto é mais conhecido, vou usar paralelos mesmo.

Esses dias eu estava lendo o novo livro do Brian Greene, The Hidden Reality, que trata de toda essa questão de universos paralelos. Bom tem muita especulação, muito achismo, mas a cada paragrafo eu tinha um arrepio, não tenho um adjetivo pra qualificar como as coisas seriam se o que ele afirma realmente for daquele jeito.

O livro é muito bom e tudo mais, recomendo a todos, mas não é dele que quero tratar nesse post. A questão a ser tratada é uma das ideias que ele apresenta.

O universo mesmo com seu incontável número de partículas tem um número certo de estados que pode se encontrar, entenda por estado do universo a junção de estados de cada partícula, o estado a qual me refiro não é aquele gasoso, liquido ou solido, e sim o estado quântico.
O número de estados é um pouco grande, 10^10^122, não são 122 zeros, mas sim 10^122 zeros, o número é grande, mas é um número finito de estados possíveis. O universo que estamos esta dentro de uma dessas possibilidades, e daqui da Terra conseguimos observar apenas uma parcela de todo o universo, existe um horizonte, o qual é o nosso limite de observação, tal como o horizonte que enxergamos quando olhamos para o mar.

O interessante de tudo isso é que se o universo for suficientemente grande, em algum momento ele deve começar a repetir esses estados, e quem sabe repita o estado em que nos encontramos agora.

Imagine uma copia exata de você, a qual não faz ideia que você existe, nunca teve contato com você, mas que está fazendo exatamente a mesma coisa que você esta fazendo agora. Será que isso é realmente possível? Bom basta que o universo seja suficientemente grande para começar a repetir os estados possíveis.

Existe outra consequência muito interessante disso, essa suposição não acaba com o nosso poder de fazer o que queremos? Isso não implica que o universo teve todo seu percurso escrito desdo momento em que surgiu?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Sobre Universos Paralelos

A palavra paralelo por si só torna esse tema bastante controverso, quer dizer, duas retas paralelas nunca se encontram não é?! (Não vamos tratar de geometria não euclidiana aqui :P).

Universos sobrepostos seria uma descrição melhor de acordo com a maneira que eu penso, mas ainda não ideal, sobrepostos lembra rapidamente que tem um sobre o outro, o que também não me parece muito certo. Essa conversa de nomenclatura não é sobre o que eu pretendo tratar aqui. Então vou (quase) diretamente ao ponto.

Esse assunto me faz pensar quase que instantaneamente em dimensões extras. Entretanto se elas realmente estão ai, é proposto que elas estão enroladas num emaranhado tão pequeno e complicado de descrever que a ciência ainda vai ter muita dor de cabeça pra entender melhor, alguns propõe que estejamos presos em uma brana, de maneira bem superficial, uma brana é uma “bolha”, dentro da bolha algumas dimensões se manifestam, fora dela temos outras branas e o universo completo, onde as dimensões podem ser enroladas e minúsculas ou extensas como as que estamos acostumados.

Imagine por exemplo que dois universos possam ocupar o mesmo local, existe toda uma maneira formal de falar sobre isso, como referencial, coordenadas, não vou complicar, a questão é que deve-se imaginar dois universos que estejam no mesmo local. Por que eles não interagem? Por que a massa que deforma o espaço de um não deforma o espaço no outro universo? Acho que a complicação para dois (ou mais) universos que ocupam o mesmo local é tão grande, que prefiro não pensar. Mas ainda temos a possibilidade de universos vizinhos.

Muita gente já deve ter ouvido que em universos diferentes haveriam leis físicas diferentes. Já pensou se fosse assim mesmo? O que aconteceria nas fronteiras dos universos? Caos é uma palavra que eu gosto muito, mas acho que seria de longe algo que descreva a confusão que seria por lá. Aceito que algumas constantes possam ser diferentes, mas acho difícil que as equações que descrevem aquele universo sejam diferentes das que descrevem esse.

Vamos ver um exemplo bem legal de universos paralelos, diretamente da TV, temos o caso dos universos paralelos, apresentado na serie Fringe. Na serie existem dois universos, a ideia é que o segundo universo surgiu para dar caminho caso as pessoas tivessem escolhido um caminho ou uma alternativa diferente do primeiro universo, veja bem, se fosse assim a cada escolha que cada pessoa no mundo tomasse iria surgir um novo universo. Segundo, na serie é possível se comunicar entre os universos, quer dizer, da uma ideia de que a matéria está ocupando o mesmo espaço.

Eu aceito varias possibilidades, não gosto de pegar uma e falar que só ela é verdade. Eu aceito que após os limites do nosso universos possa haver outros universos, mas também aceito que depois do limites do nosso universos não exista nada, ou talvez se existir está na temperatura do zero absoluto. É meio complicado, mas dá pra aceitar universos ocupando o mesmo espaço, com a condição que em dimensões diferentes, é claro que o fato de estarem em dimensões diferente implica em não estarem no mesmo espaço, acho que a questão é uma única coordenada diferente para esse outro espaço.